Mostrando postagens com marcador ditadura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ditadura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O apagão mental e a reação da juventude

"Brasil, ame-o ou deixe-o" era um adesivo de carro distribuido pelos militares nos anos 1970

Há hoje, entre uma grande parcela de brasileiros, um apagão mental promovido pelo governo Lula a base de dois bilhões de reais por ano em propaganda governamental. As pessoas estão achando que o Brasil está a um passo de ser primeiro mundo, e que no país das maravilhas naturais e da pujança do povo que realmente trabalha e estuda não existem sérios problemas a ser enfrentados por um governo inerte.

Lula vende como ninguém a falsa idéia de que seu governo inaugurou tudo de bom que existe no país e que antes dele nada havia a se comemorar. Duas falsidades que só pegaram devido a um alinhamento de intelectuais, jornalistas de aluguel, meios de comunicação comprados e grandes bancos e empreiteiras que, agraciadas com enormes “bolsas BNDES” imprimem também em seus comerciais um ufanismo só visto na época da ditadura militar.

Para quem não estudou a fundo história recente do Brasil, durante o regime militar (1964-1984) houve um período de grande crescimento econômico, mais devido ao dinheiro farto e barato que os brancos internacionais emprestavam sem muito rigor do que propriamente por ações corretas de governo. Os militares aproveitaram os anos de crescimento para cunhar a frase “milagre econômico” e partir para a propaganda governamental deslavada que exaltava os sentimentos de patriotismo e colava nos que criticavam a pecha de traidores ou pessimistas. Na época também havia jornalistas de aluguel, que propagavam essa patacoada nas rádios e na TV (internet não existia heheheh). O símbolo desse adesismo (pago regiamente, claro!) foi o programa de TV chamado “Amaral Neto, o Repórter”, onde o jornalista viajava com seu cameraman Brasil afora mostrando obras e projetos do governo na área de infraestrutura. Eram programas altamente ufanistas, onde uma estrada que até hoje não existe por completo, a Transamazônica, era mostrada como a saída do Brasil da sua condição de subdesenvolvimento. Meios de comunicação recebiam gordas verbas para veicular comerciais do governo, e fazer jornalismo de verdade era um risco de demissão e de ficar carimbado no meio. Parece hoje!

Na época também os brasileiros embarcaram na papagaiada e o general Garrastazu Médici – um dos presidentes do período – chegou a ter índices de popularidade maiores que o de Lula, na casa dos 80%.

Com a queda no crescimento devido ao primeiro “choque do petróleo” em 1973, partiu-se para empreendimentos populistas, sem receio de gastar muito mais do que se arrecadava. Programas como o do BNH (Banco Nacional da Habitação), fizeram a festa da classe média baixa no financiamento subsidiado da casa própria – assim como o “Minha Casa, Minha Vida” de Lula hoje. Empresários amigos do rei ganhavam empréstimos e condições camaradas para empreitar negócios protegidos por reserva de mercado. Curiosamente o setor naval - o mesmo que Lula adula hoje - recebeu milhões de dólares de subsídios governamentais, montou estaleiros e fez navios mas depois sumiram deixando a conta para o contribuinte pagar.

Essas atuações tortuosas com o dinheiro público foram carcomendo a estabilidade econômica, o que acabou gerando uma inflação descontrolada, que no seu ápice chegou a bater 80% em um só mês (imagine comprar hoje um notebook por mil reais e no mês que vem eles estar custando 1.800!). O clientelismo político (igual agora), as conexões com coronéis do nordeste (como agora), a proteção do grande empresariado com dinheiro do BNDES (como agora), o inchaço da máquina pública com a criação de empresas estatais aos montes (como agora) dilapidaram e desorganizaram totalmente as finanças governamentais, sendo que só depois de seis programas radicais de estabilização (planos cruzado 1 e 2, Bresser, Verão, Collor e Real), num período de 10 anos após a ditadura, o último deles conseguiu colocar o país na rota novamente da responsabilidade fiscal e do crescimento sustentado.

Lula e o PT hoje fazem exatamente o que os militares fizeram: Apropriam-se de idéias alheias, mentem sobre o passado, praticam populismo com o dinheiro público, se aliam a coronéis como Sarney, Renan, Collor, Jader Barbalho dando-lhes proteção e dinheiro, inventam empresas estatais que comem dinheiro do contribuinte e são cabidões de empregos para distribuir aos aliados, investem em obras faraônicas como o Trem Bala Rio-SP, uma Transamazônica de verbas que tem tudo para ficar no meio do caminho, causando apenas desperdício e corrupção. Como os militares, torram bilhões em propaganda ufanista, passando a mensagem de que ou se ama ou se abandona o país, sem poder ser crítico.

Assim como os generais, que se perpetuaram no poder por 20 anos trocando de comando por definição de um gabinete, Lula quer fazer de Dilma o seu general da hora, que ele escolheu e que o povo deverá - terá obrigação - de votar. Quase não precisa de eleição tamanha é a mensagem passada ao povo de que só a “escolhida” pode continuar a obra do “grande general”.

O pouco de ar fresco que sentimos dentro desse retrocesso histórico é a juventude. Como naquela época, os jovens foram os primeiros a sair às ruas para abrir os olhos de uma nação anestesiada. Agora, são jovens que aparecem na internet em vídeos, blogs e comunidades sociais alertando o grande engodo desse desgoverno.

Não ligaram ainda o passado militar opressor com a opressão do dinheiro e do poder de hoje, mas já sentem que algo está errado quando uma massa de eleitores aprova um governo que praticamente nada fez para resolver os gargalos e problemas de um país que morre nas estradas federais, nas filas do SUS, nos aviões que caem. Um país que em cada semáforo das grandes cidades enxerga pedintes e sub-empregados, que assiste na TV bandidos com armas de guerra invadindo escolas, hotéis, túneis e edifícios residenciais, onde se morre por tiro mais que na guerra do Iraque. Com uma educação medriocre e um ministério que nem o ENEM consegue direito operar. O país da corrupção desenfreada, onde ninguém vai preso, ninguém nunca sabe de nada e onde dinheiro apreendido fica guardado em cofre da polícia, sem dono, sem explicação.

Essa juventude que se manifesta, mesmo timidamente, com medo de ser imolado como foi o caseiro Francenildo, é a esperança de que o combate a uma candidata sem expressão, um boneco de ventríloquo tirado do bolso do paletó, torne-se presidente para dar continuidade ao que pior esse governo fez.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dilma Rousseff agora deu pra praticar CENSURA!




(da Folha Online)
Um vídeo que descreve o périplo de um prefeito pelos gabinetes de Brasília em busca de verbas para seu município causou polêmica durante a participação dos presidenciáveis, na manhã de hoje, na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Durante sua exposição, José Serra (PSDB) se referiu mais de uma vez à produção (”Cadê o vídeo?”) e disse que gostaria de assisti-lo. Pessoas envolvidas na organização do evento explicaram que não havia como atender o pedido do tucano naquele momento.

De acordo com apoiadores que acompanhavam Serra, a não exibição do vídeo foi uma exigência de Dilma Rousseff (PT) para comparecer, pois a peça teria sido considerada demeritória das ações do governo Lula. Entrevistada ao final de sua exposição, Dilma negou o veto e disse que nada sabia sobre o assunto.

Segundo a Folha apurou, houve uma negociação entre a Confederação Nacional dos Municípios, organizadora da marcha, e assessores da candidata petista, ao fim da qual ficou definido que o vídeo não seria exibido. A negociação teria envolvido também assesores dos demais candidatos.

Conteúdo
Com o título “O calvário dos prefeitos para conseguir recursos - “A história do pires na mão”, o vídeo é feito em formato de história em quadrinhos e narrado por um locutor. Conta a história da peregrinação de um prefeito que recebe “inúmeros pedidos da população”.

O prefeito, então, liga para um parlamentar, que se compromete a encaminhar uma emenda para a liberação de recursos. Logo começa a peregrinação do prefeito a Brasília, para onde, segundo o vídeo, ele tem que ir “uma, duas, três vezes”. A seguir, ele vai à Caixa (Caixa Econômica Federal) buscar informações sobre documentação, que ele providencia.

Na história, a primeira parcela da emenda não é liberada. O prefeito descobre que deve assinar um documento afirmando desistir de uma dívida que na prática não existe.

Por diversos problemas com a burocracia estatal, o prefeito é obrigado a pagar com recursos do próprio município a dívida com a empreiteira que realizou a obra.

Resultado: o vídeo mostra o prefeito sendo algemado e preso, colocado na parte traseira de um carro da polícia, sugerindo que os desvios de conduta acontecem em razão da burocracia federal. O vídeo termina citando diversas operações policiais que terminaram em problemas para os prefeitos.

.....................

Hummmm, daria chiliquinho se passassem esse vídeo? O vídeo é até bobinho, mas é uma forma de expressar um ponto de vista de uma categoria, ou não? Agora só poderemos passar vídeos que idolatrem a Dilminha??? Contraditório, liberdade de expressão, essas coisas ela não aguenta não? E estamos apenas em PRÉ-CAMPANHA, imaginem a SENHÔRA Dilma no governo...>