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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma e o aborto: PT puniu deputado da sigla que é a favor da vida



Por mais que Dilma agora venha mudar de cara, vestindo a máscara de defensora da vida, o seu histórico e de seu partido é claro em relação ao assunto: Totalmente a favor da legalização irrestrita do aborto no Brasil. Essa é bandeira antiga e enraizada na sigla, faz parte do programa do partido dos trabalhadores e já causou expulsão de membros e punições a detentores de cargos eletivos. O caso mostrado acima, do Deputado Luiz Bussuma (BA), é esclarecedor. Bussuma é contra o aborto, a favor da vida e não se dobrou as diretrizes do partido. Resultado: Foi punido com suspensão de um ano para que mudasse de opinião, ou sua expulsão seria efetivada. O deputado resolveu, por ter convicção no que defende e pensa, sair do PT e rumar para o PV, onde encontrou apoio as suas convicções de vida.

Por isso, não se deixe enganar com o marketing eleitoreiro que jogará todas as suas fichas na venda da imagem de uma Dilma "paz e amor", uma Dilma a favor da vida. O PT não falará claramente, nunca, que é contra o aborto, pois está no seu projeto de governo essa tese. Mas virá com uma ladainha enganosa tentando mascarar seu pragmatismo ateu, fruto da identidade com o velho socialismo soviético, que vem dos tempos da fundação do partido e encontra eco junto aos seus militantes históricos. Para esquerdistas radicais, a igreja, a religiosidade e a defesa da vida são meros contratempos, obstáculos para a implantação de um estado totalitário e materialista que a todos vigia e comanda. Não se deixe enganar, pois são lobos em pele de cordeiro.



Abaixo a íntegra da entrevista de dada por Buassuma ao jornal O Estado de São Paulo, em seis de outubro de 2010, três dias depois da eleição do primeiro turno.

OESP: O senhor foi punido pelo PT por ser contra a legalização do aborto. Agora, esse tema passou a ser um dos principais problemas da campanha presidencial de Dilma Rousseff e o PT se esforça para dizer que não defende a proposta. Qual é a sua avaliação sobre isso?
Buassuma: Ninguém pode apagar a história.Fui punido com um ano de suspensão pelo PT apenas por querer continuar a favor de uma idéia que sempre defendi. Não queria que ninguém pensasse igual a mim. Só queria que o partido respeitasse o meu direito de ter opinião doferente.


OESP: O senhor acha que o PT agiu errado com o senhor?
Buassuma: Cumpri quatro mandatos pelo PT e um dos motivos que me fizeram ser filiado ao partido era justamente o artigo interno que permitia aos integrantes terem direito à liberdade de opinião, de religião, de pensamento. Comigo não valeu.


OESP: O senhor acha que há setores no partido que realmente são contra o aborto?
Buassuma: É possível. Mas fui punido quase por unanimidade pela direção do partido por ser contra a proposta (de legalização do aborto). Dilma era a ministra chefe da Casa Civil na ocasião. Durante a análise do meu caso, o PT deixou claro que é a favor da legalização e não concordo.


OESP: Nos últimos dias, a candidata tem negado publicamente ser a favor do aborto. O PT, então, deveria propor uma punição interna para ela como fez no caso do senhor?
Buassuma: Acho que eles tem que assumir a verdade e dizer o que pensam sobre o assunto. Vai piorar a situação dela se mentir sobre o aborto por questões eleitoreiras. Vai ser um tiro no próprio pé. Na minha opinião, ela é materialista. O presidente Lula não. Todo mundo sabe que ele tem uma posição diferente. Ele sempre disse que era contra o aborto.


Nota do Blog: Apesar de Lula se pronunciar contra o aborto em algumas ocasiões, na campanha presidencial de 1989 sua ex-namorada Miriam Cordeiro relatou na TV que Lula propôs a ela que abortasse na época em que namoraram e ela engravidou. Miriam relata que não concordou, e teve a filha Luriam, que Lula só anos mais tarde reconheceu a paternidade.


OESP: Esse tratamento mais flexível do PT sobre o tema faz com que o senhor se sinta injustiçado por ter sido punido?
Buassuma: Pelo contrário. Eu me sinto honrado por ter sido suspenso pelo PT por ter defendido a vida. Essa é a bandeira da minha vida. Minha principal causa política. E o PT não respeitou esse meu direito. Envergonhado eu estaria se tivesse defendido o mensalão. Eu acho que o aborto significa matar uma vida.


OESP: Sua candidata, Marina Silva, está fora do segundo turno. Entre José Serra e Dilma Rousseff, quem o senhor pretende apoiar no segundo turno?
Buassuma: O PV e Marina ainda vão definir suas posições sobre a sucessão presidencial. Mas eu vou votar e fazer campanha para José Serra em Salvador. Já estou anunciando esse apoio publicamente.


Para ler no próprio jornal, clique para ampliar a imagem (print screen) abaixo:



Declarações de Dilma ao jornal Folha de São Paulo em 2007:



Para assistir a declaração da ex-namorada de Lula em 1989, clique abaixo:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PT, DILMA e os DOSSIÊS FAJUTOS - Aloprados de volta!


Os dois milhões dos aloprados petistas de 2006 apreendidos pela Polícia Federal

Até hoje ninguém explicou a origem da dinheirama suja, ninguém foi preso



Da Folha:


O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse em entrevista à Folha que pessoas contratadas pela campanha de Dilma Rousseff estão envolvidas em "ações sujas" e cobrou que a candidata petista venha a público "se explicar". Guerra disse que a ex-ministra não pode "se esconder, mais uma vez", como quando a Casa Civil produziu um dossiê para atacar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira dama Ruth Cardoso. "Tem que dizer quem fez, quem paga, quem está cuidando desses dossiês", disse Guerra, referindo-se à papelada que supostamente foi produzida por um "grupo de inteligência" do comitê da campanha petista com o intuito de atacar o pré-candidato tucano a presidente, José Serra. Ele disse que os partidos que apoiam Serra (PSDB, DEM e PPS) vão se reunir amanhã para decidir quais medidas concretas poderão tomar nesse caso.


FOLHA - Como o sr. vê esse episódio?
SÉRGIO GUERRA - Essa questão não é nem com o Fernando Pimentel (um dos coordenadores nacionais da campanha de Dilma), nem com os aloprados, nem com a ministra Erenice Guerra (Casa Civil). É com a Dilma mesmo. Os aloprados de plantão, gente que montou uma fábrica de dossiês, estão a serviço da campanha dela, trabalhando para ela, em processos que nem nós nem o Brasil aceitam.

FOLHA - Na campanha de 2006, o PT também tentou comprar um dossiê contra o Serra.
GUERRA - É o modus operandi deles. A montanha de dinheiro que apareceu para ajudar o candidato do PT em São Paulo até hoje ninguém sabe a origem dela. No episódio do dossiê contra a dona Ruth, a ministra Dilma desconversou, não explicou nada. Tem que dizer quem fez, quem paga, quem está cuidando desses dossiês. No nosso campo, não tem ninguém pensando em dossiê contra ninguém.

FOLHA - Esse chamado "grupo de inteligência" do PT acusa o PSDB de também manter uma estrutura de investigação na campanha, que seria coordenada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).
GUERRA - O Marcelo Itagiba está disputando um mandato de deputado federal no Rio, não passa nem pela campanha do Serra. Está a quilômetros da campanha do Serra. Mentira pura, fraude, safadeza. Não tem nada disso. A campanha deles já demonstrou para quem quisesse ver que não respeita a lei, que se utiliza de gente sem responsabilidade para fazer acusações de baixo nível e agora reúne gente para organizar dossiê contra candidatos que competem com eles. Isso é um absurdo, nós não aceitamos isso. Nós temos conduzido a nossa conversa com o PT em outro padrão. Divergência sim, mas no limite da convivência respeitosa.

FOLHA - O PSDB vai tomar alguma medida concreta contra isso?
GUERRA - Amanhã teremos reunião da bancada. Já conversei com o presidente do DEM (Rodrigo Maia) e do PPS (Roberto Freire). Nós não vamos deixar isso por menos. Mas o principal é que a candidata Dilma fale, explique e se justifique. Não dá para se esconder também nessa. Ela nunca explicou nada. Não se explicou no episódio da dona Lina [Vieira, ex-secretária da Receita Federal], não se explicou no caso do dossiê da Dona Ruth, no episódio do currículo [em que havia informação incorreta que Dilma havia completado mestrado na Unicamp]. É um padrão que ela está demonstrando. Vamos ver agora onde ela vai se esconder diante de um fato desse gravidade. Uma campanha organizando dossiê contra uma outra campanha, secreto, escondido, vergonhoso. Isso não pode perdurar. Nós não tratamos assim os nossos concorrentes. Não os tratamos como inimigos, mas como adversários. Do nosso ponto de vista, ganhar, perder faz parte da luta. Importante é que no final a democracia e o país melhorem. Não é promovendo ações sujas que o país vai progredir