Bebel, a militante do PT que comanda a Apeoesp, não vai encerrar a “greve” de professores tão cedo. Só uma minoria extrema e extremista está com ela, mas isso é o de menos. Seus maiores aliados são os dois principais jornais de São Paulo. É uma pena que a edição do Estadão, por exemplo, ignore o editorial do Estadão (ver abaixo). Ontem, um grupo de não mais do que 20 manifestantes ligados ao sindicato resolveu, de novo, promover baderna numa solenidade de que o governador José Serra participava, desta vez em Franco da Rocha. Foram contidos pela polícia. Ouvi o relato de gente que estava lá, e não foi de Serra. Os policiais reagiram a agressões. Contiveram os valentões. Quatro foram presos. Espero que o governo tenha o bom senso de verificar se não há motivos para processá-los também.
“Professores agredindo PMS?” No dia 23 de maio de 2007, a tropa de choque da Apeoesp entrou em confronto com PMs. Saldo: 22 feridos. Todos eram policiais. É essa gente pacífica que está sob o comando de Bebel. Mas volto à imprensa.
Imaginem a satisfação da sindicalista petista: ela despacha seus tontons-maCUTs, eles promovem a baderna, a policia reage, e a foto vai parar, a exemplo de hoje, na primeira página do Estadão e da Folha. Poderia ser diferente? Claro! Serra começaria o discurso, e os baderneiros o impediriam de falar com palavras de ordem e xingamentos. E a foto iria parar na primeira página dos dois jornais.
Corolário: os iluministas da Apeoesp têm garantida a foto, sejam contidos pela polícia, segundo a lei, ou não. E esse já é o maior sucesso da sindicalista Bebel, que cumpre uma pauta partidária. Ontem, no Twitter, Mercadante dava seu apoio a grevistas de quaisquer categorias.
Folha e Estadão dão, assim, sua inestimável colaboração à pistolagem política, endossando, queiram ou não, o comportamento de um partido e de um sindicato que agem como ordem unida contra aquele que será o candidato da oposição à Presidência da República.
“Mas a Apeoesp não tem uma pauta sindical propriamente?”. Tem, sim! Quando não é irrealizável, como a ridícula reivindicação de aumento salarial de mais de 34%, é de um obscurantismo impressionante: quer destruir um modelo de gestão da educação que está se mostrando virtuoso, que já começa a dar resultados. O primeiro objetivo da direção da Apeoesp é agredir a candidatura de Serra, é evidente. O segundo é acabar com as promoções por mérito e com medidas que coíbem as faltas imotivadas de professores.
E a inauguração propriamente? Afinal, Serra estava lá por quê? Segundo a assessoria de imprensa do governador — e só com ela consegui saber do que se tratava —, ele inaugurou um Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (CAISM), com 40 leitos. Estima-se que serão realizados lá, por ano, 24 mil consultas ambulatoriais, 8 mil atendimentos de urgência e 500 internações. Tudo conversa oficial? A imprensa não parece muito interessada em saber.
“Você está parecendo o Lula, Reinaldo, reclamando da imprensa”. Será? Tanto as obras do governo federal são noticiadas que Lula vai lançar um PAC 2 sem que o 1 tenha decolado. Bastam as intenções. O PT e a Apeoesp já perceberam que eles se tornaram o redutor do noticiário envolvendo o governo de São Paulo: bastam gritos e impropérios.
Não! Não podemos tomar esse comportamento como coisa comum em democracias. Porque não é! A mobilização de Bebel, insuflada abertamente pelo PT na figura de Mercadante, para quem ela fará campanha no Estado, agride pilares do estado democrático e de direito. Um sindicato não pode ser usado pelo partido do poder para atacar o líder da oposição. E é o que está em curso.
Local proibido
E Bebel, encantada com o poder que tem nos jornais, marcou uma assembléia amanhã - sempre às sextas, para esticar o fim de semana - no Palácio dos Bandeirantes. Ela sabe que manifestações ali são proibidas por lei. Mas vai tentar mesmo assim. A polícia será acionada para obstruir as vias que levam ao local, cria-se alguma confusão na cidade, os tontons-maCUTs vão provocar a polícia, tentando atrair a “repressão”, e o circo vai para as TVs e os jornais. Eis Bebel a cumprir direitinho a sua tarefa. Merece ser promovida no partido.
Ou bem a imprensa se dá conta de que isso é tropa de assalto ao regime democrático ou bem integra de vez a tropa de assalto.
Do blog do Reinaldo Azevedo
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dilma Rousseff quer ferrar o Brasil
Dilma é a favor de reativar o esqueleto Telebrás, aquela empresa estatal que durante 20 anos só produziu cargos e desvios de dinheiro e não colocava telefone na casa de ninguém. Até meados dos anos 1990, telefone era artigo de luxo, custava de 2 a 8 mil dólares e poucos tinham acesso - Declarava-se telefone como patrimônio no imposto de renda! - Mas a Telebrás era uma teia de cargos de confiança, com subsidiárias em cada estado brasileiro inchadas, ineficientes, que não entregava o produto ao qual era sua finalidade como empresa. Dava pesada despesa aos cofres do governo federal, um rombo sem fim. Foi privatizada em 1998 por algo em torno de 60 bilhões de dólares - que foram integralmente usados para abater a dívida pública geral. As empresas privadas que compraram suas estruturas investiram em 2 anos a formidável quantia de 123 bilhões de dólares para, em pouco tempo, fazer do telefone no Brasil coisa que era corriqueira em país desenvolvido: Um serviço que você pede, e em alguns dias tem instalado em sua casa, sem ter que pagar nenhum pedágio de 2 mil dólares. O setor se desenvolveu absurdamente em poucos anos e temos hoje mais telefones que habitantes. Dilma quer estatal. Dilma quer cargos. Dilma quer licitações e esquemas. Nem gente do próprio governo Lula concorda com isso, pois sabem que será um esqueleto de gastos que não resolverá problema de acesso a banda larga algum. Especialistas falam em investimentos da ordem de 70 bilhões para implantar banda larga geral em todo o país. O PAC da Dilma está investindo, NO SEU TODO, menos que isso, e patina, patina, deixando obras inacabadas e suspeitas de roubos brasil afora. Para que criar estatal se o governo poderia simplesmente criar regras específicas para as empresas privadas serem estimuladas a investir nos rincões do Brasil? SE nossa banda larga é cara, basta o governo reduzir o escorchante imposto cobrado em telecomunicações, algo na casa de 50%. Isso mesmo: Se você paga por sua banda larga 80 reais por mês, saiba que mais de 40 reais estão indo para os cofres do governo. O mesmo governo que nada investe em segurança pública, que tem hospitais caindo aos pedaços, estradas esburacadas que matam milhares de motoristas todo ano mas que vai torrar bilhões em copa do mundo de futebol e olimpíadas. Esse governo gastão e ineficiente quer agora reativar um esqueleto cheio de ações na justiça. Esse é o ESTADO FORTE que deseja Dilma Rousseff. Preparem seus bolsos para sustentar essa corja.
Leia matéria do Folha OnLine abaixo:
O Tesouro Nacional emitiu nota técnica em que condena a reativação da Telebrás pelo governo Lula para gerir seu programa de banda larga, informa reportagem de Valdo Cruz e Humberto Medina publicada pela nesta quarta-feira (23) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Reativação da Telebrás pode enfrentar empecilhos jurídicos
Telebrás perde R$ 20,6 milhões em 2009
Plano de Banda Larga fica para abril, mas execução será do próximo governo
É a segunda autoridade do governo a se opor à ideia. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já levantara publicamente restrições a que a estatal seja reativada.
A medida é defendida pelo Ministério do Planejamento (Paulo Bernardo) e pela Casa Civil (Dilma Rousseff).
Desde que o setor foi privatizado, em 1998, a função da Telebrás passou a ser administrar e pagar dívidas.
Para o Tesouro, a estatal está exposta a muitas ações judiciais (era ré em 1.189 até o fim de 2009), e há risco de "contaminar" os ativos que seriam usados no programa de banda larga.
Segundo a Folha apurou, a nota técnica do Tesouro é vista como "consistente", embora a Casa Civil não esteja convencida dos argumentos das Comunicações e da equipe econômica.
Licitar a rede de fibras ópticas das estatais do setor elétrico, com 16.000 km, é uma das opções que o governo estuda para viabilizar o programa. Outra é usar os Correios ou o Serpro.
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
Leia matéria do Folha OnLine abaixo:
O Tesouro Nacional emitiu nota técnica em que condena a reativação da Telebrás pelo governo Lula para gerir seu programa de banda larga, informa reportagem de Valdo Cruz e Humberto Medina publicada pela nesta quarta-feira (23) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Reativação da Telebrás pode enfrentar empecilhos jurídicos
Telebrás perde R$ 20,6 milhões em 2009
Plano de Banda Larga fica para abril, mas execução será do próximo governo
É a segunda autoridade do governo a se opor à ideia. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já levantara publicamente restrições a que a estatal seja reativada.
A medida é defendida pelo Ministério do Planejamento (Paulo Bernardo) e pela Casa Civil (Dilma Rousseff).
Desde que o setor foi privatizado, em 1998, a função da Telebrás passou a ser administrar e pagar dívidas.
Para o Tesouro, a estatal está exposta a muitas ações judiciais (era ré em 1.189 até o fim de 2009), e há risco de "contaminar" os ativos que seriam usados no programa de banda larga.
Segundo a Folha apurou, a nota técnica do Tesouro é vista como "consistente", embora a Casa Civil não esteja convencida dos argumentos das Comunicações e da equipe econômica.
Licitar a rede de fibras ópticas das estatais do setor elétrico, com 16.000 km, é uma das opções que o governo estuda para viabilizar o programa. Outra é usar os Correios ou o Serpro.
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Greve dos professores em SP: Bandidagem politiqueira II
Meritocracia.
Dá para contar nos dedos as empresas que pagam até 3 salários de bônus para os seus funcionários. Estatais perdulárias e garantidas por monopólio. Os monopólios da área privada. Bancos. Indústria e comércio? Pouquíssimas. Pois a Secretária de Educação de São Paulo está pagando até 2,9 salários para os professores que atingiram as metas de qualidade estabelecidas para os alunos. Serão pagos, na quinta-feira, R$ 655 milhões. Por que vocês acham que meia dúzia de bagunceiros estão em greve, por aumento de salário? Porque não querem trabalhar, querem ficar no sindicato ou estão a soldo do partido da bandidagem. 176,5 mil professores serão premiados. Distribuição de resultados. Bônus. Meritocracia. Chora, sindicato de bandidos!
Do blog do Coronel
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dilma vê crime eleitoral e condenação de Lula com "naturalidade"

O que significa ver alguma coisa"com naturalidade"? É ver como algo normal, corriqueiro, cotidiano, previsível, já esperado. A candidata petista Dilma Rousseff viu "com naturalidade" a condenação de Lula por crime eleitoral, por divulgar ilegalmente o seu nome em palanque fora de hora. Só quem vê um crime e uma condenação "com naturalidade" é quem sabe, de antemão, que estava transgredindo, infringindo, burlando a lei. É por isso que Dilma, a candidata do Lula, tem a cara e alma do PT. Ela vê a condenação do Lula "com naturalidade" pois, afinal de contas, ele estava cometendo um crime mesmo, do qual era ela a maior beneficiada. Sabe como é, para um bom companheiro, um crimezinho é natural, normal, coisa boba. Qualquer pessoa decente, séria, honesta, que estivesse envolvida em algo que não tivesse culpa ou dolo, veria uma condenação "com surpresa", "com revolta", "com espanto". Qualquer pessoa decente, séria, honesta.
Do blog Coturno Noturno
Marcadores:
condenação,
crime eleitoral,
dilma rousseff,
do PT,
eleições 2010,
lula,
mensalão,
multa,
palanque,
tse
quinta-feira, 18 de março de 2010
Greve dos professores em SP: Bandidagem politiqueira
Escrevi um post ontem sobre um despacho da Reuters, publicado na Folha Online, que dava destaque a um ovo jogado por militante da Apeoesp na direção do governador José Serra. O Estadão Online pôs no ar a foto. O criminoso certamente se sentiu recompensado. E o crime agradece. Um crime que não se resume a esse ataque de boçalidade. O sindicato da rede oficial de ensino está mobilizado, neste momento, contra os pobres. Tenta tirar daqueles que já não têm muito o pouco que têm: o direito à educação. Sua pauta è obscurantista, atrasada, própria de gente que se reúne para queimar livros.
A Apeoesp é uma espécie de MST urbano: é virulento, odeia o mundo moderno, vende fantasias e falsidades e é contra a eficiência. Tem, na comparação com o movimento dos sem-terra, uma pequena diferença — a favor, acreditem, do MST: o movimento de João Pedro Stedile consegue, às vezes, demonstrar alguma independência em relação ao PT , sempre pela esquerda, claro!, mas consegue. A Apeoesp se limite a ser um esbirro partidário. Neste momento, sua tarefa é fazer campanha eleitoral. E usa os estudantes pobres como bucha de canhão de sua luta ensandecida.
Assim como o MST tenta convencer o Brasil de que o país precisa fazer uma reforma agrária nos moldes de 50 anos atrás — o que levaria o Brasil à fome e à miséria —, a Apeoesp tem uma luta que despreza as necessidades reais da educação. E o lastimável é que a imprensa, que faz profissão de fé na eficiência, reproduz de forma mecânica as suas mentiras.
O salário
Já bastava para qualificar a “luta” o pedido delirante de reajuste de 34%! Se me perguntam se professor ganha bem ou mal, diria que merece ganhar mais. Só que o salário inicial de um professor, num regime de 40 horas semanais (que é a média de qualquer trabalhador — a minha é mais do que o dobro..), é de R$ 1.835. É maior do que a de muitas profissões. Pode chegar a R$ 6.270 no fim da carreira. Por mim, ganhariam cinco vezes mais. A questão é saber se isso é realista e se há dinheiro para tanto. Não é, e não há. Ora, pesquisem para saber qual é o rendimento médio do trabalhador brasileiro e dos próprios professores em outros estados. A Apeoesp espalha por aí uma conta vigarista com média salário de 24 horas semanais. Quem, no Brasil, trabalha 24 horas por semana? Nem o Lula! Esse é tempo que ele passa discursando.
A grande mentira
De todas as mentiras, a mais escandalosa é a que assegura que os professores estão sem reajuste desde 2005. Daquele ano até 2009, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação saltou de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. São dados oficiais, sim, mas verificáveis, em números públicos.
Mérito
Pedir muito, mentir para tentar ganhar adesões, tudo isso, dirá alguém, é próprio do sindicalismo etc. Ocorre que a pauta da Apeoesp é bem maior. O sindicato quer acabar com Programa de Valorização pelo Mérito. Ele permite que parte da categoria, a cada ano, receba 25% de reajuste — para tanto, os professores têm de se submeter a avaliações e programas de qualificação. Que idéia criminosa esta, não é mesmo???
Faltas
Os obscurantistas não param por aí! Exigem o fim da Lei 1041, que limitou as faltas justificáveis a seis por ano. Isto mesmo companheiro: na prática, cada professor já pode faltar seis vezes por ano sem ter um centavo descontado. A Apeoesp pretende voltar ao padrão antigo, e os pais dos alunos pobres sabem bem o que isso significa: escolas sem professor. De novo: os dados disponíveis indicam que, depois da 1041, houve uma redução de 60% no número de faltas.
Escola de formação
A Apeoesp luta para revogar a lei 1094, que criou a Escola Paulista de Formação de Professores e instituiu novas regras para ingresso na carreira. Com base nela, o estado abriu concurso para 10 mil professores — há mais de 261 mil inscritos. Os aprovados passam por um curso de preparação de quatro meses. A única conseqüência dessa lei é aumentar o preparo dos professores em sala de aula. Também quer extinguir as provas para professores temporários.
Ler e Escrever
Os iluminados também são contra o programa Ler e Escrever, que compreende a distribuição de material didático ao aluno e do Guia do Professor. Segundo esses libertários, isso tira o espaço para a criatividade, sabem? Vocês certamente sabem o que isso significa.
Bônus por resultado
A Apeoesp não gosta, acreditem, do programa Bônus por Resultados, que pode pagar até 2,9 salários aos professores e funcionários que superarem as metas de qualidade definidas para as escolas. No ano passado, 49% dos professores e 48% dos funcionários tiveram essa compensação. Os valentes acham que isso divide a categoria.
A pauta é essa
O sindicato se mobiliza, consegue paralisar uma parte pequena do professorado, mas em número suficiente para atrapalhar o trânsito na Paulista, e ganha notícia de jornal. Aí um delinqüente se desloca até uma solenidade em que se está inaugurando uma escola, tenta agredir autoridades com um ovo e se candidata, vamos ver, a ganhar primeira página de jornal. NESSA HORA, A FRANJA SINDICAL DO PT SE ENCONTRA COM A FRANJA PETISTA DO JORNALISMO. E o resultado é o que se vê.
Ação criminosa
Um crime contra a educação está sendo cometido em São Paulo. Só não é maior porque, felizmente, a esmagadora maioria dos professores percebeu que poderia se tornar massa de manobra do PT e da Apeosp e resolveu não aderir a essa greve doidivanas.
O que é um pouco espantoso é que a imprensa, que tanto diz zelar pela qualidade na educação, espalhe a mentira sobre a suposta falta de reajuste desde 2005 — o governo sempre aparece negando, como se fosse mera questão de opinião de um lado e de outro —, concentre-se no pedido de reajuste e ignore o restante da pauta, que pretende simplesmente desmontar um programa que está sendo bem-sucedido.
Segundo informa a Secretaria de Educação, “os resultados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e do Saresp (Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2009 mostraram uma melhora generalizada nos níveis de aprendizado dos cerca de cinco milhões de alunos da rede estadual. O conjunto das cinco mil escolas estaduais superou amplamente a meta estabelecida pelo Idesp, que era 2,58 para o ano de 2009, com o índice chegando a 2,79 - um crescimento de 9,4% em relação aos 2,55 de 2008″.
Isso é só conversa oficial? Não! São números verificáveis, que saíram de exames efetivamente aplicados.
Dil-ma, Dil-ma
A manifestação dos funcionários ideológicos da Apeoesp e do PT não poderia ter sido mais clara ontem. No “protesto” organizado contra Serra, gritavam: “Dil-ma/ Dil-ma”. Há dias, a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar uma propaganda eleitoral ilegal em que Lula asseverava todo o amor que a candidata do PT tem por São Paulo. Ontem, Marta Suplicy também falava da importância da Educação.
O amor dos petistas pelos paulistas e pela qualidade na educação está provado pelo comportamento da tropa de choque da Apeoesp. A Apeoesp, comos seus cabos eleitorais deixaram claro, é a face de Dilma na educação de São Paulo.
Do blog do Reinaldo Azevedo.
Marcadores:
apeoesp,
aumento,
avaliação,
concurso,
do PT,
eleições 2010,
greve,
mensalão dilma rousseff,
politicagem,
professores,
salários
quarta-feira, 17 de março de 2010
Lula, o governo da lorota.
Infraero investe menos da metade do previsto em 2009
Estimava-se que, em média, a Infraero investisse cerca de R$ 2,7 milhões por dia, durante o ano passado. No entanto, ao fim dos 365 dias, só foi possível alcançar 43% dessa meta, o que equivale a R$ 1,1 milhão diário. Em 2008, o índice percentual de execução do orçamento previsto para investimentos foi ainda menor: apenas 17% dos R$ 2,2 bilhões previstos para o ano foram aplicados. De acordo com o relatório anual de 2009, divulgado pela empresa na semana passada, “a alavancagem do índice de realização dos investimentos”, de 17% para 43%, é resultado de esforço na implantação de uma nova estratégia de planejamento e controle dos investimentos.
Em média, a execução dos investimentos da Infraero permaneceu pela metade nos últimos seis anos. Entre 2004 e 2009, a Infraero investiu R$ 2,1 bilhão de uma dotação de R$ 5,6 bilhões para investimentos – 38% de execução. No ano passado a Infraero investiu R$ 421,3 milhões em obras e equipamentos, de um total de R$ 981,6 milhões previstos para o ano. Neste montante estão incluídos R$ 215,3 milhões aplicados exclusivamente em serviços de engenharia, como a instalação de módulo operacional no aeroporto de Florianópolis (SC), as novas torres de controle dos aeroportos de Fortaleza (CE) e Congonhas (SP) e outras ações.
A Infraero, por meio de sua assessoria, afirma que, em 2008, grandes obras programadas sofreram intervenção por parte do Tribunal de Contas da União. “Para atender às recomendações do tribunal, o cronograma inicial de execução ficou comprometido, ocasionando atrasos que impactaram significativamente na realização prevista para o exercício”, diz em nota. Por consequência, de acordo com a empresa, as realizações de 2009 também ficaram comprometidas, “ocasionando um índice aquém do estimado”.
A estatal vê, no entanto, como significativo o salto de 17% para 43% na realização do orçamento de investimentos e atribui a conquista aos “esforços envidados na busca de soluções dos entraves”. Segundo o relatório da empresa, a gestão financeira, em 2009, esteve concentrada na redução de custos para “minimizar o descompasso entre o crescimento da receita e da despesa operacional e na otimização dos recursos disponíveis, para garantir os investimentos prioritários nas áreas operacionais e de segurança”. Em linhas gerais, segundo avaliação da empresa, 2009 foi um ano em que a Infraero ocupou posição de destaque no desenvolvimento social e econômico do país.
Para a empresa, os trabalhos realizados no ano passado foram pautados em estratégias que se alinham com as do governo federal. “A execução dos investimentos visaram suprir as necessidades impostas pelo aumento da demanda nos aeroportos brasileiros e pela necessidade de manutenção da qualidade, segurança, conforto e eficiência operacional da rede de aeroportos e unidades de navegação”, garante o relatório anual da estatal.
Demanda no setor deve crescer 10%
Na semana passada, durante evento no Aeroporto Internacional do Galeão/Tom Jobim, no Rio de Janeiro, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, disse que o Brasil precisa fazer investimentos na infraestrutura dos aeroportos para que possa suportar a expansão do setor aéreo. Segundo a diretora, o mercado deve registrar um crescimento de 10% em relação ao ano passado, quando já havia contabilizado um acréscimo de 17%.
A infraestrutura aeroportuária brasileira, segundo análise da própria Infraero, pode ser equiparada aos padrões internacionais e está sendo modernizada para atender à demanda dos próximos anos. “Os investimentos devem ser direcionados aos aeroportos com maior grau de comprometimento da capacidade de tráfego de aeronaves, passageiros e carga, bem como àqueles de interesse estratégico do governo federal”, afirma a assessoria.
De acordo com o programa de dispêndios globais das empresas estatais para 2010, a Infraero tem previsão orçamentária de R$ 1,5 bilhão para investimentos em 2010. A expectativa da empresa é superar a média atingida nos últimos anos e executar entre 80% e 90% desse total.
Milton Júnior
Do Contas Abertas
17/03/2010
Estimava-se que, em média, a Infraero investisse cerca de R$ 2,7 milhões por dia, durante o ano passado. No entanto, ao fim dos 365 dias, só foi possível alcançar 43% dessa meta, o que equivale a R$ 1,1 milhão diário. Em 2008, o índice percentual de execução do orçamento previsto para investimentos foi ainda menor: apenas 17% dos R$ 2,2 bilhões previstos para o ano foram aplicados. De acordo com o relatório anual de 2009, divulgado pela empresa na semana passada, “a alavancagem do índice de realização dos investimentos”, de 17% para 43%, é resultado de esforço na implantação de uma nova estratégia de planejamento e controle dos investimentos.
Em média, a execução dos investimentos da Infraero permaneceu pela metade nos últimos seis anos. Entre 2004 e 2009, a Infraero investiu R$ 2,1 bilhão de uma dotação de R$ 5,6 bilhões para investimentos – 38% de execução. No ano passado a Infraero investiu R$ 421,3 milhões em obras e equipamentos, de um total de R$ 981,6 milhões previstos para o ano. Neste montante estão incluídos R$ 215,3 milhões aplicados exclusivamente em serviços de engenharia, como a instalação de módulo operacional no aeroporto de Florianópolis (SC), as novas torres de controle dos aeroportos de Fortaleza (CE) e Congonhas (SP) e outras ações.
A Infraero, por meio de sua assessoria, afirma que, em 2008, grandes obras programadas sofreram intervenção por parte do Tribunal de Contas da União. “Para atender às recomendações do tribunal, o cronograma inicial de execução ficou comprometido, ocasionando atrasos que impactaram significativamente na realização prevista para o exercício”, diz em nota. Por consequência, de acordo com a empresa, as realizações de 2009 também ficaram comprometidas, “ocasionando um índice aquém do estimado”.
A estatal vê, no entanto, como significativo o salto de 17% para 43% na realização do orçamento de investimentos e atribui a conquista aos “esforços envidados na busca de soluções dos entraves”. Segundo o relatório da empresa, a gestão financeira, em 2009, esteve concentrada na redução de custos para “minimizar o descompasso entre o crescimento da receita e da despesa operacional e na otimização dos recursos disponíveis, para garantir os investimentos prioritários nas áreas operacionais e de segurança”. Em linhas gerais, segundo avaliação da empresa, 2009 foi um ano em que a Infraero ocupou posição de destaque no desenvolvimento social e econômico do país.
Para a empresa, os trabalhos realizados no ano passado foram pautados em estratégias que se alinham com as do governo federal. “A execução dos investimentos visaram suprir as necessidades impostas pelo aumento da demanda nos aeroportos brasileiros e pela necessidade de manutenção da qualidade, segurança, conforto e eficiência operacional da rede de aeroportos e unidades de navegação”, garante o relatório anual da estatal.
Demanda no setor deve crescer 10%
Na semana passada, durante evento no Aeroporto Internacional do Galeão/Tom Jobim, no Rio de Janeiro, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, disse que o Brasil precisa fazer investimentos na infraestrutura dos aeroportos para que possa suportar a expansão do setor aéreo. Segundo a diretora, o mercado deve registrar um crescimento de 10% em relação ao ano passado, quando já havia contabilizado um acréscimo de 17%.
A infraestrutura aeroportuária brasileira, segundo análise da própria Infraero, pode ser equiparada aos padrões internacionais e está sendo modernizada para atender à demanda dos próximos anos. “Os investimentos devem ser direcionados aos aeroportos com maior grau de comprometimento da capacidade de tráfego de aeronaves, passageiros e carga, bem como àqueles de interesse estratégico do governo federal”, afirma a assessoria.
De acordo com o programa de dispêndios globais das empresas estatais para 2010, a Infraero tem previsão orçamentária de R$ 1,5 bilhão para investimentos em 2010. A expectativa da empresa é superar a média atingida nos últimos anos e executar entre 80% e 90% desse total.
Milton Júnior
Do Contas Abertas
17/03/2010
Marcadores:
aeroportos,
aviação,
cascata,
dilma rousseff,
infraero,
lorota,
lula,
obras,
orçamento,
pac,
propaganda enganosa,
verdades e e mentiras
terça-feira, 16 de março de 2010
José Dirceu e PT levaram R$ 5,5 milhões "por fora" de fundos de pensão
Corretor acusa Dirceu e PT de ganhar 'por fora' R$ 5,5 mi de fundo de pensão
Em depoimentos ao Ministério Público Federal, Lúcio Bolonha Funaro aponta personagens do escândalo do mensalão e afirma que tesoureiro petista, João Vaccari Neto, seria responsável por gerenciar negócios do partido ligados ao setor
Rodrigo Rangel / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo - 16/03/2010
Em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal em 2005 (NB: e só agora tornado públicos) o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro acusou o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de ter se beneficiado pessoalmente em negócios fechados por fundos de pensão sob controle do PT.
Funaro afirma que, em duas operações do Portus - fundo de pensão dos servidores do setor portuário -, Dirceu e o PT teriam recebido, "por fora", comissões de R$ 5,5 milhões, valor superior ao divulgado na época.
Nos depoimentos, Funaro aponta o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, como responsável por gerenciar os negócios dos fundos de pensão ligados ao partido. Vaccari é alvo de um pedido de quebra de sigilo bancário, feito pelo promotor José Carlos Blat, por suspeita de envolvimento em um suposto desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) para o PT.
Investigado por participação no escândalo do mensalão, Funaro mantém há quatro anos acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Nos depoimentos, aos quais o Estado teve acesso, ele detalha as operações que teriam beneficiado Dirceu e o PT e causado prejuízos milionários a fundos de pensão como o Portus e o Petros, dos funcionários da Petrobrás.
Os personagens citados pelo corretor são os mesmos que protagonizaram o escândalo do mensalão. Em novembro de 2005, Funaro se refere a Vaccari como homem de confiança de Dirceu e Delúbio Soares, o tesoureiro do mensalão.
Shopping. Um dos negócios a que o corretor se refere é a venda de ações de um shopping na cidade catarinense de Blumenau. Funaro afirma que o Portus vendeu sua participação no Shopping Neumarkt justamente no momento em que o ativo estava melhorando sua rentabilidade e que o negócio foi fechado "com o intuito de receber recursos para o ministro José Dirceu".
De acordo com Funaro, a transação foi fechada com uma offshore (empresa sediada em paraíso fiscal) de propriedade do sócio majoritário do shopping. O Neumarkt pertence ao Grupo Almeida Júnior, dono de quatro shoppings em Santa Catarina. "Para comprovar a péssima operação do fundo basta ver que o comprador, após dar uma ínfima entrada, pagaria o restante do saldo devedor apenas com os dividendos das cotas compradas da Fundação Portus", declarou Funaro. A transação se deu em 2004, um ano antes de estourar o escândalo do mensalão petista. O grupo Almeida Júnior confirma o negócio, mas nega ter dado propina a Dirceu e ao PT.
Pedágio. Para adquirir as ações do Portus em condições facilitadas, prosseguiu Funaro, o pedágio era de R$ 500 mil. O dinheiro deveria ser entregue a representantes de Dirceu e do PT - o corretor afirma que a direção do fundo, na ocasião, já estava a cargo de indicados do ex-ministro. Diz que ele próprio se interessou pelo negócio, "financeiramente muito atraente", mas desistiu ao saber que era preciso pagar a suposta propina, que nos depoimentos ele chama de "por fora".
Na mesma época, em 2004, diz o corretor, o Portus vendeu uma participação em outro empreendimento imobiliário, dessa vez em Joinville (SC). Nesse negócio, o "por fora" teria sido de R$ 5 milhões.
Ao se referir a outras transações que teriam por objetivo favorecer o PT, ele sugeriu aos procuradores "intensa investigação" sobre a corretora ASM Asset Management, com sede no Rio. Ele lança suspeitas, em especial, sobre um fundo de direitos creditórios subscrito "em quase sua totalidade" pelos fundos de pensão ligados ao partido.
Em depoimentos ao Ministério Público Federal, Lúcio Bolonha Funaro aponta personagens do escândalo do mensalão e afirma que tesoureiro petista, João Vaccari Neto, seria responsável por gerenciar negócios do partido ligados ao setor
Rodrigo Rangel / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo - 16/03/2010
Em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal em 2005 (NB: e só agora tornado públicos) o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro acusou o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de ter se beneficiado pessoalmente em negócios fechados por fundos de pensão sob controle do PT.
Funaro afirma que, em duas operações do Portus - fundo de pensão dos servidores do setor portuário -, Dirceu e o PT teriam recebido, "por fora", comissões de R$ 5,5 milhões, valor superior ao divulgado na época.
Nos depoimentos, Funaro aponta o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, como responsável por gerenciar os negócios dos fundos de pensão ligados ao partido. Vaccari é alvo de um pedido de quebra de sigilo bancário, feito pelo promotor José Carlos Blat, por suspeita de envolvimento em um suposto desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) para o PT.
Investigado por participação no escândalo do mensalão, Funaro mantém há quatro anos acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Nos depoimentos, aos quais o Estado teve acesso, ele detalha as operações que teriam beneficiado Dirceu e o PT e causado prejuízos milionários a fundos de pensão como o Portus e o Petros, dos funcionários da Petrobrás.
Os personagens citados pelo corretor são os mesmos que protagonizaram o escândalo do mensalão. Em novembro de 2005, Funaro se refere a Vaccari como homem de confiança de Dirceu e Delúbio Soares, o tesoureiro do mensalão.
Shopping. Um dos negócios a que o corretor se refere é a venda de ações de um shopping na cidade catarinense de Blumenau. Funaro afirma que o Portus vendeu sua participação no Shopping Neumarkt justamente no momento em que o ativo estava melhorando sua rentabilidade e que o negócio foi fechado "com o intuito de receber recursos para o ministro José Dirceu".
De acordo com Funaro, a transação foi fechada com uma offshore (empresa sediada em paraíso fiscal) de propriedade do sócio majoritário do shopping. O Neumarkt pertence ao Grupo Almeida Júnior, dono de quatro shoppings em Santa Catarina. "Para comprovar a péssima operação do fundo basta ver que o comprador, após dar uma ínfima entrada, pagaria o restante do saldo devedor apenas com os dividendos das cotas compradas da Fundação Portus", declarou Funaro. A transação se deu em 2004, um ano antes de estourar o escândalo do mensalão petista. O grupo Almeida Júnior confirma o negócio, mas nega ter dado propina a Dirceu e ao PT.
Pedágio. Para adquirir as ações do Portus em condições facilitadas, prosseguiu Funaro, o pedágio era de R$ 500 mil. O dinheiro deveria ser entregue a representantes de Dirceu e do PT - o corretor afirma que a direção do fundo, na ocasião, já estava a cargo de indicados do ex-ministro. Diz que ele próprio se interessou pelo negócio, "financeiramente muito atraente", mas desistiu ao saber que era preciso pagar a suposta propina, que nos depoimentos ele chama de "por fora".
Na mesma época, em 2004, diz o corretor, o Portus vendeu uma participação em outro empreendimento imobiliário, dessa vez em Joinville (SC). Nesse negócio, o "por fora" teria sido de R$ 5 milhões.
Ao se referir a outras transações que teriam por objetivo favorecer o PT, ele sugeriu aos procuradores "intensa investigação" sobre a corretora ASM Asset Management, com sede no Rio. Ele lança suspeitas, em especial, sobre um fundo de direitos creditórios subscrito "em quase sua totalidade" pelos fundos de pensão ligados ao partido.
Marcadores:
bancoop,
corrupção,
dilma rousseff,
eleições 2010,
fundos de pensão,
joão vaccari neto,
josé dirceu,
josé roberto arruda,
lula,
mensalão do PT,
pt
Assinar:
Postagens (Atom)
