A queda de Dilma Rousseff (PT) e a subida de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já foram constatadas pelos institutos sérios Datafolha e Ibope em seus últimos campos. A tendência é de mais queda até o dia das eleições, principalmente pelo maior conhecimento das falcatruas e roubalheiras cometidas pela ex-secretária Erenice Guerra, substituta de Dilma no ministério da Casa Civil e seu braço direito desde os tempos em que Dilma era uma ninguém, uma reles militante com carguinhos sem importância.
A queda de Dilma nas pesquisas se torna desabamento, quando focamos no detalhamento por regiões, escolaridade e nível de renda.
Os gráficos acima mostram como em alguns estados Dilma escorrega feio, principalmente onde a população é mais escolarizada e politizada. Isso significa que o efeito "onda" vai se consumar nos próximos dias, já que essa população é a que discute política nos bares, nas reuniões familiares, no trabalho, na hora do almoço ou da pizza de domingo. É o público que forma opinião junto aos indecisos, que ainda são 10% do eleitorado. No Acre, Dilma já amarga um terceiro lugar com apenas 16%, atrás de Marina com 29% e Serra com 39%.
Pegando os dados gerais, do Brasil todo, Dilma despenca 8 p.p. entre os eleitores mais escolarizados e praticamente 10 p.p. nos com renda entre 5 e 10 salários mínimos - a classe média.
Na região nordeste há também ligeira queda, mas é o pedaço do país onde a diferença a favor de Dilma ainda é grande e folgada. O problema, para ela, é que justamente nessa região há historicamente mais eleitores que não comparecem às urnas no dia da votação, e onde o número de votos inválidos também é maior. Só isso já tira de Dilma pelo menos 1 p.p. do resultado geral englobando todo o Brasil, e que não é captado no resultado das pesquisas.
O tracking diário feito pelas campanhas petista, tucana e dos verdes indicam também o derretimento constante e firme das intenções de voto em Dilma. Por isso o presidente Lula até deixou de comparecer na reunião anual de líderes da ONU, para não perder um dia sequer de campanha na tentativa desesperada para reverter o quadro de esvaziamento da sua candidata. Lula, Dilma e os petistas morrem de medo de um segundo turno, pois nesse caso haverá igualdade de condições entre os dois finalistas, e um maior comprometimento em comparecer a todos os debates nos meios de comunicação. Lula sabe das limitações da sua candidata quando confrontada sem o apoio do marketing, aquele marketing que mascara a realidade e mostra na TV uma Dilma sorridente, falando sem gagueira nem tolices.
Mas esse esforço do presidente não está surtindo efeito, e na semana que vem o empate sem margem de erro entre oposicionistas e governo será a manchete de todos os jornais. Teremos segundo turno!